????? - Mãe adolescente ou mãe madura? É um desafio saber a hora certa
Camila Tavares - Site Cristiana Arcangeli
Na época das nossas mães e avós, era considerado normal ser mãe logo depois da festa de debutante, que era emendada com o casamento. Hoje, nesta fase, planejamos a primeira experiência longe da família, o intercâmbio. Na casa dos 20, a faculdade toma todas as atenções. Aos 30, queremos sucesso profissional e começamos a nos preocupar com o corpo, que dá sinais de que o tempo está passando, embora a expectativa de vida só aumente. Isso rende 30 anos com corpo a todo o vapor e uns 60 anos driblando a lei da gravidade. Tudo bem, deixemos isso de lado.
Depois dos 30 é que a mulher começa a se questionar. Ela procura um príncipe encantado, mas já não tem os sonhos e ilusões da juventude e sabe que príncipes não existem, a não ser que seu nome seja Bela Adormecida. Um belo dia, resolve o problema do príncipe e se encanta com um homem real. Juntos, começam a curtir a vida e, logo, pensam em ter filhos. Mas o relógio biológico não acompanha a vida da mulher moderna. Segundo os ginecologistas, depois dos 35 é preciso ficar atenta à gestação.
Esse é um dilema que acompanha as mulheres: ter filhos com pouca idade, para poder vê-los crescer, ou buscar conquistas e ter filhos com mais idade, apesar do risco para a saúde. “A mulher sempre deve fazer acompanhamento médico quando decidir que quer ser mãe, mas a partir dos 35 anos esses cuidados aumentam porque crescem os riscos de má formação e a fertilidade começa a cair. A partir dos 40 anos a atenção é ainda maior, mas cuidados simples, como a complementação com ácido fólico, diminuem os riscos”, diz o ginecologista Ricardo Barini.
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