????? - Vacina trata com sucesso o Aborto de Repetição
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O primeiro estudo brasileiro que mapeou as causas possíveis de aborto espontâneo recorrente, realizado no Ambulatório de Perdas Gestacionais da UNICAMP, e concluído em 2006, está orientando os ginecologistas brasileiros a reconhecer melhor uma das causas mais freqüentes de perdas do bebê antes de completadas 20 semanas de gravidez.
O estudo analisou 246 prontuários médicos de mulheres com três ou mais perdas espontâneas sucessivas atendidas pelo ambulatório entre 1994 e 2003. A maioria das mulheres tinha entre 30 e 34 anos. O abortamento freqüente está relacionado com alterações imunológicas, genéticas, anatômicas, hormonais e infecciosas.
No grupo de mulheres que abortaram no período estudado, a causa mais freqüente da perda foi o fator imunológico, principalmente o chamado "aloimune" (93,9%), processo de rejeição do feto pelo sistema imunológico da mãe por falta ou baixa produção de anticorpos bloqueadores que protegem as células embrionárias.
Outro fator que aumenta a chance de aborto é o "autoimune". Mulheres com 40 anos ou mais apresentaram a mais alta taxa de aborto espontâneo e o pior prognóstico gestacional. "A idade da mulher, a presença de fatores imunológicos e a associação de dois ou mais alterações diminuem a chance das mulheres chegarem ao final da gravidez e terem o bebê", diz o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, coordenador do Ambulatório de Aborto Recorrente da Divisão de Reprodução Humana, Departamento de Tocoginecologia da UNICAMP.
Ele explica como o fator imunológico dificulta a chance de uma gravidez bem sucedida. "Há casais que formam um par inadequado do ponto de vista imunológico e produzem embriões que são interpretados pelo organismo da mulher com objetos estranhos ao seu corpo. Estes embriões são eliminados e, a cada nova tentativa de gravidez, estas alterações são agravadas. Isto ocorre mesmo quando belos embriões são produzidos nos tubos de ensaio em fertilizações in vitro", diz o médico. O primeiro passo é realizar uma avaliação cuidadosa para definir o diagnóstico e identificar possíveis causas do erro biológico. "É preciso também ajudá-las a compreender seu problema e oferecer o tratamento imunológico adequado", afirma o professor livre docente da disciplina de Obstetrícia da UNICAMP.
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