CRM 36322
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voltar|história de sucesso

Rita, Ricardo e João

Eu não tinha muita certeza sobre o fato de possuir ou não o tal “instinto materno”. Demorei um bom tempo para decidir realmente pela maternidade. Primeiro porque, depois do Ensino Médio, fiquei exatos 10 anos sem estudar, por não ter condições de arcar com os custos de uma faculdade. Tempos depois, em 2004, vencida a batalha pela conquista do diploma de graduação, entrei numa segunda luta: a de conquistar um lugar ao sol no mercado de trabalho, a partir dos 30 anos.

Aos 34, depois de casada e com certa estabilidade de emprego, eu e meu marido decidimos que era a hora. Vieram outras dúvidas, medos, e, de repente, lá estava eu constatando a primeira gravidez pelo exame de sangue, no laboratório.

Passados dois meses e meio, no entanto, fui surpreendida por um sangramento inesperado, em casa. Corri para a maternidade sozinha, com uma ponta de esperança, porque sabia de outros casos parecidos em que as mães conseguiram levar a gravidez até o final. Mas foi em vão. O diagnóstico, assim como o modo pelo qual a notícia me foi informada pelo médico, ainda na sala de ultrassom da Maternidade de Campinas, foram incisivos e cortantes: “Seu bebê está morto”. Assim, sem dó nem piedade.

Senti uma dor profunda em meu peito, inexplicável, muito maior do que a raiva que sentia do médico, que me informou sobre o ocorrido de maneira tão grosseira, num momento em que a mulher se sente mais fragilizada. Enfim, depois de uma segunda tentativa frustrada, por conta da constatação da ocorrência de aborto recorrente, em 25 de setembro de 2009 vi o rosto do João, meu filho, pela primeira vez. Ele chorava ainda dentro de meu ventre. E continuou chorando, enquanto era examinado e higienizado. Foi quando a enfermeira, que acompanhava a minha cesária, o trouxe para perto de mim. Chorando, meio anestesiada ainda, lembro-me de tê-lo acalmado dizendo: “Oi, filho, oi João! É a mamãe...” Ele parou de chorar imediatamente e abriu os olhos, demonstrando que me reconhecia. Dei um beijo terno nele e soube, naquele instante, que já era mãe desde a primeira perda gestacional (Foram duas, inesquecíveis..)

O João Hennies Alécio – minha vida – tem 6 anos, é forte, falante, simpático e desinibido, além de roqueiro e baladeiro dos bons. Curte Queen, Led Zeppelin, Nirvana, além de um bom funk. E adora contar aos amigos, diversas vezes, sobre como parou de chorar, quando nasceu, porque reconheceu a voz da mamãe.

E nada disso teria sido possível, principalmente no que se refere ao meu direito de exercer a vontade de ser mãe, se não fosse o acolhimento inicial da equipe do consultório do Dr. Ricardo Barini e o cuidado com que esse profissional recebeu a mim e ao meu marido, pela primeira vez, em seu consultório particular.

Confesso que compareci à consulta meio descrente e um pouco intimidada, já que fui informada sobre o fato de que o Dr. Barini era um pesquisador, embora tenha tido tido ótimas referências dele como profissional pelo meu ginecologista, que me acompanhou durante toda a gestação e trouxe meu filho ao mundo. Afinal, nem sempre os pesquisadores são receptivos o suficiente para nos “traduzir” os resultados de suas pesquisas.

Quando entramos na sala do Dr. Barini, porém, fomos recebidos com um sorriso acolhedor e amistoso, e, sinceramente, nos surpreendemos com a humildade com a qual um pesquisador como ele nos explicou, de maneira simples e acessível, a técnica da aplicação da vacina contra o aborto recorrente. Nos sentimos confiantes, pela primeira vez. E assim foi, até o fim do tratamento.

Foi por tudo isso que decidimos, eu e meu marido, enviar nosso relato à equipe do Dr. Barini. Ainda não tínhamos tido tempo de escrevê-lo, mas o momento não poderia ser mais propício, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de proibir a aplicação da vacina, por considerar que a qualidade, eficácia e segurança dos tratamentos imunológicos não foram amplamente comprovados, o que, em tese, expõe as pacientes ao risco de transmissão de vírus, como o HIV.

Ora, mas essas mulheres não mantêm relações sexuais com seus parceiros? O risco, neste acaso, poderia incidir nas pacientes muito antes do tratamento imunológico. Alguém ouviu as pacientes que já se submeteram à técnica, em âmbito particular e no SUS? Pois bem, eu sou uma delas. E asseguro que a quantidade de exames preliminares que eu e meu marido tivemos de realizar, por orientação e necessidade antes do início do tratamento, quase nos esgotou. Mas nós fizemos todos. Se não me falha a memória, numa contagem por alto, uns 30 para mim e outros 15 a 20 para meu marido. E ainda repeti alguns desses no pré-natal.

Um fato é que nós, mulheres, e os pais, temos o direito de tentar todas as técnicas possíveis, baseadas em amplas pesquisas, para ter a chance de sermos pais. Outro é que eu e meu filho, João, estamos aqui saudáveis. E eu garanto que eu não teria conseguido ser mãe sem o auxílio do tratamento imunológico. As mulheres que sofrem abortos recorrentes não podem ser penalizadas duas vezes!

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