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Daniel, benção de Deus


No segundo semestre de 2002, com quatro anos de casados, decidimos que era o momento de termos um filho. Andréa parou de usar o anticoncepcional e quando foi em novembro, após atrasar a menstruação, através do exame de sangue, confirmamos o esperado, ela estava grávida. Muita alegria e expectativa, pois, graças a Deus, nossa família estava passando por um momento muito especial, um novo membro, muito desejado, estava a caminho, o que também era compartilhado por familiares e amigos.

No início de dezembro, com cinco semanas de gravidez, estávamos em nossos trabalhos quando recebi uma ligação da Andréa, muito nervosa, para eu ir buscá-la, pois estava sangrando. Imediatamente larguei tudo o que estava fazendo, saí correndo ao seu encontro, ligamos para a obstetra que pediu uma ultra de imediato.

O resultado mostrava que as coisas não estavam muito bem, sendo determinado repouso absoluto para ela. Passamos a viver um momento de expectativa e ansiedade. Pedimos a Deus que nos livrasse daquele drama, quando alguns dias depois, repetindo a ultra, não mais foi encontrada a freqüência cardíaca embrionária, o que confirmou o fim da gestação, de um sonho.... Mas ainda não tinha acabado, pois na noite do mesmo dia Andréa passaria pelo processo de curetagem.

Este foi muito doloroso, principalmente quando ela voltou do centro cirúrgico e, ainda sobre os efeitos da anestesia, me chamou e perguntou em baixa voz se tinham machucado o nosso bebê, quando em lágrimas lhe expliquei que não tinha mais bebê.

Passados os dias, com um a imensa dor no peito desabafei escrevendo um poema, vale ressaltar que foi o único em minha vida, creio que foi um escape dado por Deus para aliviar a minha dor. Iria colocá-lo no final para vocês lerem, mas pensei e percebi que lá ele ficaria fora de contexto, então, aí está ele:

ESPERAR (UM DESABAFO)
Aconteceu um atraso
Esperar mais um pouco
Vamos confirmar
Ansiedade...
Esperar

Dias vão se passando, coisas mudando
Anunciamos a todos
Susto inesperado
Ansiedade...
Esperar

Situação agravada, nenhuma esperança nos foi passada
Aguardando um milagre, mas, deixando Deus “à vontade”
Até alguns dias passar
Ansiedade...
Esperar

Este dia é o clímax, as horas não passam
Chegou o momento, de observar o movimento
Um coração disparado, sendo todo o corpo um pulsar
Observando inquieto, outro coração muito quieto
Uma linha a mostrar
Ansiedade...
Parar

Acabou,
Está confirmado, mas não está finalizado, ainda tem que tudo tirar
Marcado o momento, foi tudo acontecendo
Após concluído, voltando ao recinto, me pegou pela mão
Perguntando por coisas, que não quero lembrar
Por favor passe rápido...
Não quero esperar

Voltamos pra casa, cansados...
Por dentro e por fora, no peito e na mente
Deus! Fortaleça a gente
Por favor passe rápido...
Não quero esperar

Quero agora, que a nuvem dissipe
Que a dor no peito para de apertar
Senhor, Tu estás no controle
Eis-nos aqui, mesmo sem ter respostas, ainda que para perguntas não feitas
Pois Tu és soberano
Por favor passe rápido...
Não quero esperar

O que quero é a dor esquecer
A experiência absorver
Para, então, viver de novo o momento
De acontecer um atraso
Estar confirmado
Ansiedade...
Esperar
Entretanto, desta vez, ir até o grande acontecimento
E...poder, enfim, te ninar. 12/12/2002 - Roger

Os restos ovulares foram enviados para um exame patológico, que não indicou nada que justificasse o aborto e, todos nos falavam que a natureza é sábia e se tinha acontecido assim tinha sido o melhor, ou que existia um percentual natural de abortos espontâneos, então, tínhamos que nos contentar que estávamos engrossando esta estatística.

Em janeiro de 2003, após a recuperação da curetagem, fomos liberados pela médica para tentarmos novamente.

Prosseguimos nossa meta naturalmente até que ocorreu novamente o atraso na menstruação. Corremos para que ela fizesse o exame e confirmamos, a Andréa estava grávida novamente, desta vez tínhamos a certeza de que não faríamos parte de nenhuma estatística negativa, pois a possibilidade deste acaso ocorrer uma segunda vez consecutiva seria quase nula. Mesmo assim, nas primeiras semanas era um segredo nosso, até que no feriado da semana santa de 2003, em uma reunião na casa de amigos, decidimos contar as boas novas.

Todos festejaram conosco e, a gestação ia prosseguindo, até que os sinais que mostravam a evolução da gravidez através das ultras, como crescimento do embrião, do saco vitelino, entre outros, não progrediam e, em um pequeno intervalo de tempo diversas ultras foram feitas, até que a médica radiologista nos questionou o que a obstetra estava esperando para dar a gestação por encerrada, se seria que o laudo dela dissesse isto com todas as letras. Então, ela o fez, decretou preto no branco que não mais havia vida naquele embrião, e que não tinha mais o que aguardar. Pelo que já tínhamos passado sabíamos que este momento não era o fim, pois existiam os restos ovulares a serem retirados. Em consulta com a obstetra ela deu a Andréa a opção de nova curetagem ou aguardar o aborto espontâneo; pela proximidade com a outra curetagem, (estávamos em maio de 2003, à cinco meses do outro episódio), a Andréa optou por esperar o aborto espontâneo. Não sabíamos o que nos aguardava.

Alguns dias depois, em uma madrugada de um final de semana a Andréa começou a sentir fortes dores abdominais e náusea, que foram se acentuando e eu não tinha noção do que estava acontecendo com a minha esposa. Num certo momento, ela não agüentando mais de dor foi para o banheiro, começou a vomitar, foi um momento horrível, extremamente difícil de se descrever, até que os sintomas foram aliviando e ela foi se limpar, quando percebeu que havia expelido os restos ovulares.

Diante da preocupação de preservá-los para exames ela os pegou com papel e pôs sobre a pia. O restante foi comigo, peguei com cuidado, para não manipular diretamente, acondicionei de uma forma melhor e guardei na geladeira. Neste momento ela estava exausta e, já quase sem dores, vimos que os sintomas que ela teve eram nada mais, nada menos, que um trabalho de parto com contrações uterinas proporcionando o aborto.

Foi uma noite terrível que nunca mais vou esquecer. No dia seguinte fizemos contato com um médico amigo que nos orientou como guardar o material e, dessa forma, levei tudo para um laboratório de análise genética, para tentar encontrar a causa da interrupção da gestação.

A partir daí decidimos com a obstetra que não faríamos nenhuma tentativa enquanto não encontrássemos a causa dos ocorridos, pois agora, os argumentos anteriores não mais serviam para nos convencer que teria sido um acaso. A Andréa fez diversos exames e nada foi detectado, o que nos frustrava, pois queríamos encontrar logo o motivo para voltarmos a tentar o nosso desejado filho.

Um certo dia, em setembro de 2003, meu chefe me convidou para um almoço com amigos particulares de onde ele trabalhou anteriormente. Achei o convite sem propósito, mas como depois do almoço iríamos a uma exposição de um equipamento, resolvi aceitar.

Ao compormos a mesa no restaurante, me sentei em frente a ele, e ao seu lado o seu amigo Alberto começou a lhe falar da sua dificuldade de ter filhos e sobre o tratamento que estava fazendo com um médico de Campinas. Não me contendo, pedi desculpas ao Alberto, e disse que não consegui ficar sem prestar atenção no que ele dizia, devido a tudo o que tinha vivido com minha esposa, ele não se importando abriu o assunto para mim e me deu o site e telefone do Dr. Barini, e ainda se colocou a disposição para ajudar no que eu precisasse.

Eu recebi aquele almoço como um presente de Deus, imediatamente, eu e Andréa entramos na internet, lemos todo o site do Dr. Barini, passamos e recebemos e-mail dele, e fizemos contato por telefone. Fomos muito bem atendido pela Walquíria e, de imediato, enviamos sangue para realizar o exame “crossmatch”, confirmando que o nosso problema era a necessidade do tratamento imunológico. Aliviados por termos descoberto o problema, iniciamos a série de vacinas em Campinas e, graças a Deus, em pouco tempo, dezembro de 2003, já tínhamos revertido a situação e tínhamos a liberação do Dr. Barini para tentarmos um nova gestação.

No início de janeiro de 2004 a Andréa já estava grávida, desta vez seria pra valer, não foi uma gestação fácil, mas, em agosto estaria chegando nosso querido DANIEL. Nasceu com 37 semanas, abaixo do peso, entretanto com notas 09 e 10 no teste apgar. Toda a gravidez foi monitorada, constantemente, pelo Dr. Barini a distância, e pela obstetra, Dr. Regina Célia, aos quais temos muito a agradecer. Hoje com dois anos o Daniel é uma criança maravilhosa que muito nos alegra.

Agradecemos a Deus, por nos ter proporcionado a alegria de sermos pais, coisa que parecia um sonho impossível em diversos momentos das nossas buscas e tentativas.

Agradecemos ao Dr. Baini, por todo empenho, mesmo nos momentos da gestação em que precisávamos da sua orientação e estávamos no Rio de Janeiro e ele em Campinas. Nos nos sentimos apoiados e acompanhados.
Agradecemos a Dr. Regina Célia, que acompanhou todo pré-natal e trouxe o nosso garotão a este mundo, por todo profissionalismo, sendo precisa em suas atitudes para que a gestação chegasse ao seu fim sem problemas para a Andréa e o Daniel.

Desde o nascimento do Daniel estive disposto a escrever para o Dr. Barini. Passei uma foto quando ele nasceu, dando notícias de que estava tudo bem. Só agora, dois anos depois, priorizei tempo para escrever, eu não tinha noção como o nosso Daniel, sempre muito ativo, absorveria tanto nosso tempo.

Muito obrigado a todos ROGER, ANDRÉA E DANIEL.

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