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Equipamento amplia diagnóstico de abortamentos
jan.2009

 

Portal Hospitalar

Equipamento amplia diagnóstico de abortamentos

O BSL Laboratório de Imunologia da Reprodução, com sede em Campinas, conta com um recurso tecnológico de grande importância no diagnóstico de problemas de infertilidade de origem imune. É um citômetro de fluxo, equipamento que permite um exame muito mais preciso da causa imunológica envolvida no aborto espontâneo, problema que afeta de 3% a 5% dos casais em idade fértil e se caracteriza pela perda repetida da gestação. Na técnica da citometria de fluxo, as propriedades imunológicas das células são meticulosamente avaliadas por meio de um feixe de laser com sensores especiais.

"É uma tecnologia que permite identificar vários antígenos na superfície das células sangüíneas e, assim, especificar com maior precisão o grau de atividade imunológica responsável pelos abortamentos", explica o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, professor livre docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos diretores do BSL, juntamente com a biomédica Simone Souza Lima, mestre em Imunologia e Biologia Molecular pela Unicamp. Os antígenos são moléculas reconhecidas como estruturas estranhas ao organismo, cujo papel é decisivo no aborto repetido.

Com o citômetro de fluxo, aumentará a sensibilidade do exame chave para identificar a incompatibilidade entre o feto e o sangue da mãe. O crossmatch, ou prova cruzada, é o teste que identifica a resposta imune não protetora às células do feto. Se for negativo, está indicada a terapia imunológica. "Antes só era possível dosar as células NK (natural killers) presentes na circulação. Agora, com o equipamento, será possível medir a atividade dessas células, o que aumentará a precisão do exame e a indicação do tratamento para mulheres que realmente se beneficiarão", afirma o dr. Barini.

De acordo com o dr. Barini, que coordena o Ambulatório de Aborto Recorrente da Divisão de Reprodução Humana da Unicamp, a maioria dos abortos de repetição resulta de fatores imunológicos. Ocorre, em geral, quando há excesso de compatibilidade imunológica entre o casal e o bebê é identificado como corpo estranho pelo sistema imune da mulher. O tratamento consiste de uma vacina produzida com glóbulos brancos do pai do bebê. São necessários duas aplicações, com intervalo de quatro semanas, mas podem ser administradas três ou mais doses. O índice de sucesso do tratamento imunológico, com gravidez a termo, alcança 85% dos casais tratados.

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